Habitantes

Descubra na simplicidade e simpatia das nossas gentes uma das experiências mais positivas da sua visita!

É na forma simples, educada e alegre, de ser e estar, que residem as principais características dos habitantes das Montanhas Mágicas®.

No decorrer de um passeio pela aldeia, no restaurante, num bar ou mesmo no mercado local, trave conhecimento com os habitantes e fique a saber sobre o território muito mais do que saberia de qualquer outra forma.


População

De acordo com os Censos de 2011, residem nas Montanhas Mágicas cerca de 127 mil pessoas. A faixa etária dos habitantes varia um pouco entre os sete municípios do território sendo que, de 13% a 16% têm até 14 anos; de 11% a 13% têm entre 15 e 24 anos; de 49% a 56% têm entre 25 e 64 anos e, de 17% a 28% têm mais de 64 anos.


Os municípios mais populosos das Montanhas Mágicas são Vale de Cambra, Arouca e Cinfães, com mais de 20.000 habitantes, especialmente concentrados nas sedes de concelho e freguesias limítrofes. Os restantes municípios têm entre 12.000 e 17.000 habitantes. Os municípios com maior área geográfica são os de Castro Daire, S. Pedro do Sul e Arouca (entre 38 e 33 mil hectares).


Atividades económicas

Devido às características predominantemente montanhosas deste território e à invulgar fertilidade dos seus vales, a agricultura e a pastorícia foram, ao longo de muitos séculos, as principais atividades dos habitantes, tendo a atividade mineira ocupado um lugar de destaque, especialmente durante e algumas décadas após as I e II Guerras Mundiais.


A atividade agrícola potenciou, entre outros, o desenvolvimento da indústria dos lacticínios, tornando possível a implantação de algumas empresas de grande peso a nível nacional e internacional. O crescimento deste setor levou à implantação de outras indústrias complementares, como a metalomecânica ou a indústria das embalagens. Estes três setores, juntamente com o das madeiras, contribuíram e ainda são fundamentais para a “pujança” industrial do território.


Com o crescente abandono da agricultura e da pastorícia, muitos habitantes, sobretudo jovens, viram-se obrigados a migrar e a emigrar, provocando uma acentuada desertificação, especialmente das aldeias e freguesias mais isoladas.


Apesar do significativo abandono da atividade agrícola, as ótimas condições que o território oferece para a prática desta atividade, tem estimulado o aparecimento de novas empresas ligadas à produção de chás e ervas aromáticas, algumas das quais com produção biológica, bem como à produção frutos, especialmente mirtilos e outros frutos vermelhos.

A produção de vinhos verdes continua a ser uma das atividades mais relevantes, e a criação de gado da raça arouquesa e de cabrito da Gralheira também são atividades com um peso significativo no contexto do setor primário.


Atualmente, fica clara a importância dos setores secundário e terciário que, conjuntamente, abrangem 94% da população empregada das Montanhas Mágicas. O setor terciário predomina na maioria dos municípios deste território, com taxas que oscilam entre os 65% e os 45%. Apesar de se tratar de uma pequena diferença, nos municípios de Castelo de Paiva e Vale de Cambra predomina o sector secundário.

O turismo tem vindo a assumir uma importância crescente e estratégica no conjunto das atividades económicas do território.


Tempos livres

O desporto é uma das atividades mais apreciadas pelos habitantes das Montanhas Mágicas, destacando-se a prática de caminhadas ao ar livre e os passeios de BTT. Os mais de 600 km de percursos pedestres existentes no território, os Passadiços do Paiva, a Ecopista do Vouga, os parques desportivos e de lazer e as paisagens e recurso naturais de que podem usufruir, tão perto de casa, justificam as suas preferências.

Os jovens gostam de se organizar em equipas e de participar em torneios de futebol, sendo que este desporto, a nível profissional, tem vindo a destacar-se em alguns dos nossos municípios.

Os mercados locais de agricultores, as feiras e exposições, as festas e romarias e todos os eventos e atividades culturais que acontecem ao longo do ano, nas Montanhas Mágicas, contam sempre com um grande envolvimento, afluência e participação dos habitantes, revelando o seu espírito alegre e o seu gosto pelo convívio.


Figuras públicas

Da área da música e das artes performativas

Isabel Silvestre

Quem não conhece a voz inconfundível e o sorriso contagiante de Isabel Silvestre?

Natural de Manhouce, no município de S. Pedro do Sul, Isabel Silvestre foi professora do ensino primário, em 1978 fundou o Grupo de Cantares e Trajes de Manhouce e, em 1992 tornou-se conhecida do grande público através da sua participação na música dos GNR, “Pronúncia do Norte”.

Participou no disco de homenagem a António Variações ao lado de nomes como Sérgio Godinho, Mão Morta, Madredeus e Delfins. O seu primeiro álbum, composto de várias canções populares, cujas raízes remetem para os locais onde nasceu e cresceu, foi produzido por João Gil.

Um dos temas mais conhecidos que interpreta é “A gente não lê”, com letras de Carlos Tê e música da autoria de Rui Veloso.

Autora de publicações como o “Cancioneiro de Manhouce” e o livro “Doçuras”, Isabel Silvestre é muito querida e acarinhada pelos habitantes das Montanhas Mágicas. Mais info


Da área científica

Manuel Sobrinho Simões

Com uma forte ligação a Arouca em virtude do seu pai e avô paterno serem daqui naturais, Manuel Sobrinho Simões, Patologista, Professor Catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e Presidente do IPATIMUP – Instituto de Patologia e Imunologia Molecular e Celular da Universidade do Porto (que fundou em 1989), foi eleito, em 2015, o patologista mais influente do mundo, pela revista britânica The Patologist e recebeu um voto de louvor do Conselho Geral da Universidade do Porto. Em 2016 venceu o Grande Prémio Ciência Viva Montepio. Mais info